O relógio andou, o mundo não parou de girar e o tempo acabou de confirmar o que todo mundo já sabia que aconteceria a respeito da agressão tarifária contra a pecuária brasileira decretada por aquele sujeito descompensado emocionalmente que é presidente dos Estados Unidos. O caso acontecido foi que o prazo que supostamente a gente teria pra começar algum tipo de negociação pra resolver a questão foi vencido sem que nenhum avanço tenha sido conseguido, e o jeito que tem agora é se segurar no banco e agüentar o tranco. De qualquer maneira, desde que esta insanidade foi anunciada, no começo do mês passado, o povo do setor exportador brasileiro já tava procurando novos trieiros pra continuar avançando no mercado internacional sem ter mais na lista da nossa freguesia o gigante nortista.
Lógico que isso não vai ser feito assim de uma hora pra outra, e no começo vai ser muito difícil, mas levando em consideração a atual situação da oferta e do preço no comércio mundial do produto, não vai faltar comprador interessado na mercadoria que seria embarcada lá pra norte américa. Uma indicação importante neste sentido é o resultado das exportações no mês passado, que antes mesmo de ser terminado já tava consagrado como o melhor julho da história, podendo ainda ser o melhor de todos os meses desde que o Brasil virou cachorro grande neste mercado. Claro que vai ser preciso destrinchar a relação dos compradores de toda esta carne, pra ver qual foi a participação dos importadores estadunidenses, mas certamente o balanço final deve mostrar um forte crescimento dos embarques pra antigos e novos clientes.
Além disso, normalmente o volume embarcado aumenta na metade fechadeira do ano, sendo que, conforme os registros feitos nos últimos 20 anos, só em quatro isso não aconteceu, e pelo menos por enquanto a previsão dos analistas é de que o 2025 não deve ser o quinto desta lista, né. E tem ainda o apoio financeiro que tá sendo discutido com o governo brasileiro, e deve ser concedido, pros setores mais prejudicados pela nova taxação, que deve ajudar em alguma medida. Pois então, fazendo sempre a recordação de que no nosso serviço a gente tem o compromisso não deixar ninguém criar ilusão nem tirar o pé do chão, é verdade verdadeira mesmo que a agressão do valentão e prepotente dirigente estadunidense vai ser dolorida, mas não vai conseguir quebrar a competência, a força e a resistência da pecuária brasileira.
