A cadeia produtiva da nossa carne bovina tá esperando, com grande ansiedade e com uma expectativa muito positiva, a divulgação, no correr desta semana presente, do balanço oficial das exportações em agosto, primeiramente porque este pode ter sido o melhor mês da história do setor, e segundamente porque o relatório vai apresentar pro mercado em geral, aqui no nosso próprio terreiro e lá no estrangeiro, o novo mapa mundial da nossa freguesia depois da tirania tarifária dos Estados Unidos contra a pecuária brasileira. Mas mesmo antes de ter os números na mão, já dá pra tirar uma importante conclusão, que é o forte crescimento da importância do México na lista dos compradores da nossa mercadoria, que já tinha começado antes da covardia estadunidense e se fortaleceu extraordinariamente nestes meses mais recentemente passados.
Pois então, conforme já é da sabedência de todo mundo que faz parte da nossa audiência aqui na televisão, uma grande comitiva ponteada pelo senhor vice-presidente da república e formada por gente do governo e por dirigentes do setor privado em geral esteve lá no país norte-americano, no mês passado, pra negociar um estreitamento do nosso relacionamento comercial, e já trouxe uma importante novidade. O caso é que as autoridades sanitárias mexicanas devem anunciar em breve o credenciamento de mais 14 frigoríficos brasileiros pra vender o produto no seu gigantesco mercado, e quando isso acontecer o Brasil vai passar a ter um total de 50 estabelecimentos autorizados. Não é questão de contar com o ovo antes de a galinha botar, mas se só com os fornecedores atuais o México já é o nosso segundo maior cliente, dá pra apostar que o tamanho dessa demanda ainda pode aumentar muito mais, né.
De acordo com os números ajuntados pela Abiec, que é a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, do começo de agosto até o dia 25, o Brasil mandou pra lá pouco mais de 10.200 toneladas de carne, que renderam US$ 58,8 milhões. Fazendo agora a conta de primeiro de janeiro deste ano presente até o final do mês de julho recentemente passado, repare o companheiro boiadeiro que o total exportado foi de 67.660 toneladas, enquanto no 2024 a quantidade despachada foi menos do que um terço disso. Fazendo ainda uma recordação ligeira, o México abriu a porteira pra carne bovina brasileira só em 2023, e de lá pra cá o crescimento das exportações daqui pra lá tá na roda de 250%.
