O uso de inteligência artificial em modelos de previsão e análise de risco tem se consolidado como uma das principais frentes de transformação corporativa. Pesquisas mostram que 72% das empresas globais já utilizam a tecnologia em algum nível de suas operações, com destaque para energia, agricultura, logística e seguros. Além de reduzir falhas, os modelos mais maduros conseguem incorporar variáveis ambientais, econômicas e comportamentais, o que amplia a precisão na leitura de cenários complexos. Em países altamente expostos ao clima, a IA deixou de ser apenas diferencial e passou a integrar a rotina das decisões estratégicas.
Foi nesse contexto que surgiu uma plataforma nacional capaz de antecipar riscos climáticos com até 12 meses de antecedência. A iniciativa recebeu um dos maiores aportes já feitos pela gestora Bossa Invest. “Inteligência climática deixou de ser uma ferramenta de apoio e passou a ser um componente central na tomada de decisões de médio e longo prazo, especialmente em ambientes produtivos sensíveis a variações do tempo”, afirma o CEO Paulo Tomazela.
O sistema foi desenvolvido a partir de bases locais, com dados atmosféricos, topográficos e de solo, o que garante maior aderência à realidade brasileira. Diferentemente de modelos importados, a tecnologia tem aprendizado contínuo e granularidade por microrregiões, o que a torna aplicável ao planejamento agrícola, energético, logístico e até atuarial, em seguros.
Com o novo investimento, a startup pretende ampliar operações e consolidar a ferramenta junto a empresas, governos e instituições financeiras. A meta é transformar previsões em instrumentos de gestão, em um cenário no qual eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes. “Clima não é mais um imprevisto, é uma variável de negócio. E quem souber antecipá-lo, vai liderar”, reforça Tomazela.