Conforme já é da sabedência geral de todo mundo que faz parte da nossa audiência, o IBGE, que é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgou no fechamento da semana passada a sua pesquisa da pecuária municipal em 2024, e tendo já falado aqui do resultado do setor leiteiro, a gente pega agora a contar o que foi dito no documento a respeito do gado de corte. Pois então, a informação mais relevante é que o rebanho nacional fechou o ano passado com 238,2 milhões de animais. Fazendo a comparação com o que tinha sido registrado em 2023, que foi o melhor ano da história, este número apresentado agora representou uma ligeira redução de 0,2%, mas assim mesmo foi justamente o segundo melhor desde que este estudo começou a ser feito, em 1974.
A respeito do abate de bovinos debaixo de algum tipo de inspeção sanitária oficial, municipal, estadual ou federal, o relatório disse que o total foi de 39,7 milhões de animais, o que vem a ser também o maior volume de todos os tempos na indústria frigorífica nacional. E a mesma coisa aconteceu com as exportações brasileiras de carne, como aliás os companheiros e companheiras boiadeiros do brasil inteiro já tão carecas de saber, né. De acordo com os especialistas do IBGE responsáveis pelo trabalho, a parte principal da explicação pra esta situação é a conjuminação de uma grande fartura na oferta de gado terminado aqui no nosso próprio terreiro, isso enquanto os outros grandes exportadores tavam padecendo com a redução da sua produção, com um forte aumento na demanda por carne nos mercados estrangeiros pelo mundo afora.
Já em relação à redução do tamanho da boiada, o motivo é o começo da virada de ciclo da pecuária brasileira, com a desvalorização da cria e o crescimento na quantidade de fêmeas e de animais menos erados mandados pro gancho no período considerado, especialmente novilhas. Por outro lado, fatiando o documento por estados, Mato Grosso, mesmo com uma redução de 3,6% de um ano pro outro, continuou sendo o dono do maior rebanho do Brasil, com 32,9 milhões de cabeças. Em segundo lugar na relação apareceu o Pará, que foi na direção contrária, com um aumento de 2,1%. Já entre os 5.537 municípios brasileiros que têm criação de gado, o ponteiro foi São Felix do Xingu, no Pará, com 2,5 milhões de cabeças, seguido por Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e Porto Velho, na Rondônia.
