A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) avaliou que o anúncio de R$ 300 milhões para o setor orizícola demonstra sensibilidade e diálogo do Governo Federal com os produtores. O comunicado foi feito pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, após reunião com representantes da entidade e outras lideranças do setor.
Segundo Pretto, R$ 200 milhões serão aplicados em Aquisições do Governo Federal (AGFs) — mecanismo utilizado quando os preços do arroz caem abaixo do mínimo estabelecido, garantindo renda ao produtor e estabilidade ao mercado. Outros R$ 100 milhões serão destinados ao Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) ou Prêmio de Escoamento ao Produtor (Pepro), instrumentos que subsidiam o transporte do grão de regiões com excedente para locais com maior demanda.
De acordo com a Conab, o aporte deve envolver cerca de 600 mil toneladas de arroz, com 90% dos recursos destinados ao Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país.
O presidente da Federarroz, Denis Nunes, afirmou que o encontro com a Conab foi importante para apresentar as demandas do setor. “Foi uma reunião produtiva, onde mostramos a necessidade, principalmente desse prêmio de escoamento, para ajudar nessa atividade e também possibilitar uma melhor remuneração. E as AGFs também vêm auxiliar o produtor no sentido de estabelecer preços mínimos”, destacou.
Nunes também comentou a necessidade de redução da área plantada de arroz diante do cenário de crise e das dificuldades de crédito enfrentadas pelos produtores. “Acreditamos que o produtor está convencido disso, já temos fatos que comprovam essa tendência, o que naturalmente também provoca uma redução do investimento em tecnologia, até pela dificuldade de crédito e juros altos”, afirmou.
Segundo a Federarroz, a antecipação dos recursos, que seriam aplicados apenas em 2026, deve ajudar a amenizar os problemas de liquidez e o desequilíbrio de mercado que afetam a cadeia do arroz.
COLABORAÇÃO: Federarroz
