Conforme a gente tem falado aqui dia sim e outro também, e disso os companheiros e companheiras boiadeiros já têm perfeito conhecimento, este 2025 que tá em andamento tá sendo o melhor ano da história em vários segmentos do mercado pecuário brasileiro, incluindo, entre outros, o abate de animais e também as nossas exportações de carne bovina pro mundo inteiro, né. Pois o caso que tem pra ser contado é que, de acordo com dados levantados pelo pessoal da Consultoria HN Agro, esta conjuminação tá tendo um resultado que não acontecia há muito tempo no país que, até por conta disso, não tava sendo esperado pelos especialistas do setor, que tá sendo a redução da disponibilidade de carne aqui no nosso próprio terreiro.
Pois então, repare a amiga pecuarista que, de acordo com o IBGE, que é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nestes nove meses já vencidos no ano presente foram abatidos no país, debaixo de algum tipo de inspeção sanitária oficial, municipal, estadual ou federal, um total 22,6 milhões de animais, o que representou um aumento de 3,9% em relação ao período correspondente do ano passado. Já no lado da exportação, o que aconteceu foi que, de janeiro a setembro, o volume despachado daqui lá pra fora chegou na espantosa soma de 2,115 milhões de toneladas de carne in natura, com um forte crescimento de 16,3% pareando com o que tinha sido registrado no mesmo espaço de tempo de 2024.
O que também merece especial atenção é que setembro foi o melhor mês da história do nosso setor exportador, julho foi o segundo e agosto foi o terceiro, sendo que o outubro tá indo no mesmo trieiro, né. Aí, fazendo uma conta simples de subtração, e considerando o resultado acumulado dos últimos doze meses, setembro já foi o segundo mês seguido em que o volume de carne destinado ao mercado caseiro apresentou uma redução, que foi agora de 4,9%, na comparação com agosto. A questão é que, de acordo com as pesquisas do IBGE, com a virada de ciclo da nossa atividade e a valorização da cria, a oferta de fêmeas pra abate já começou a diminuir, e o resultado lógico deve ser o esmagrecimento da produção nacional de carne e, logo ali na frente, uma recuperação mais ligeira no valor do boi gordo e da sua cotação.
