Com o tempo cumprindo o seu roteiro costumeiro de querer apostar corrida com o cavalo rei dos parelheiros pra ver quem é o mais ligeiro, o novembro já tá no alcance da vista, e a cada dia que passa mais aumenta a ansiedade de quem ganha a vida em alguma atividade ligada à exportação. A questão é que, conforme os companheiros e companheiras pecuaristas tem bem sabedência, a China vai divulgar neste mês entrante o resultado da sua investigação pra comprovar ou não a existência de práticas comerciais ilegais pelos seus fornecedores de carne bovina e, dependendo da conclusão, muita coisa pode acontecer no mercado internacional, inclusive nada, que aliás é o que a gente quer, né. O caso é que, se depender só da verdade verdadeira mesmo, as autoridades chinesas não vão achar motivo pra incomodar o exportador brasileiro.
Ainda assim, logicamente que, pela extraordinária importância que tem o nosso estimado freguês chinês pra pecuária nacional, o assunto é merecedor de grande preocupação pro povo do setor. Repare o amigo pecuarista que, de acordo com a SECEX, que é a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, de janeiro a setembro deste 2025 que tá em andamento o gigante do oriente distante já comprou da gente nada menos que 875 mil toneladas de carne. Por conta deste espantoso volume já embarcado daqui pra lá, o Brasil é o principal fornecedor do produto, tendo sido responsável por 47% de toda a carne estrangeira que entrou lá no mercado do país asiático neste período considerado.
O problema é que, por outro lado, além de ser o maior importador do mercado internacional, a China também já é o terceiro maior produtor mundial de carne bovina, e tá investindo muito no aumento do tamanho e no melhoramento do seu rebanho. Pois a preocupação geral é de que eles possam querer favorecer o pecuarista local, inventando meias verdades e mentiras inteiras pra dar uma rasteira em quem tiver na frente, né. Cara de pau e maldade pra isso com certeza eles têm, como ficou comprovado, por exemplo, nas vezes em que a gente teve casos de falsa vaca louca e as autoridades chinesas, mesmo sabendo que não existia nenhum risco pras pessoas ou pro gado, fechou a porteira do seu mercado, não por uma questão de saúde, mas com a intenção mal disfarçada de derrubar o preço da carne brasileira. Tomara que desta vez a verdade e a honestidade sejam respeitadas, né.
