Conforme os companheiros e companheiras fazendeiros já tão sabelizados, o IBGE, que é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgou o resultado conferido e revisado da sua pesquisa da produção pecuária do país no terceiro trimestre do ano presente, e tendo já falado aqui do caso que foi passado com o gado de corte, tava faltando contar o que aconteceu com o setor leiteiro, né. Mas pedindo antecipadamente desculpas por abusar novamente da numerologia, a gente já vai esclarecendo que ela é necessário e será de grande serventia pro vivente saber onde é que ele tá e onde é que ele quer chegar, né. Pois então, de julho a setembro, a captação formal de leite no Brasil, debaixo de algum tipo de inspeção sanitária oficial, somou 7,1 bilhões de litros, com um aumento de 10,2% em relação ao período correspondente do ano passado.
Já em relação ao segundo trimestre do ano presente, este volume representou uma alta de 7,9%, o que tá dentro do comportamento esperado pelo povo do mercado, por ser esta a época de safra na região sul, que aliás continuou sendo a principal produtora de leite do país, com 3,1 bilhões de litros, ou 43% do total. Fazendo o destrinchamento do resultado por estados, mais uma vez Minas Gerais apareceu ponteando a lista, com um 1,670 bilhão de litros, ou 4,8% a mais do que em 2024. E a novidade foi o Paraná, que passou o Rio Grande do Sul e assumiu o segundo lugar na relação, depois de registrar um aumento na sua produção de 10,5% e entregar pra indústria laticinista 1,120 bilhão de litros.
Passando pra parte da explicação dos motivos que levaram a esta situação, a opinião dos especialistas do IBGE é de que o forte crescimento nos meses em questão foi resultado, entre outras coisas, de uma rentabilidade que ainda tava satisfatória pro pecuarista, isso porque, com o amansamento no preço dos grãos, o custo de produção não tava tão pesado, e a cotação do leite também não tava tão ruim assim. Apurando agora a vista pra enxergar como é que deve ser o comportamento do setor ao longo deste derradeiro trecho do vinte e cinco, a previsão do pessoal do instituto é de que a entrega de leite vai continuar aumentando, e o resultado lógico e esperado deve ser uma nova queda na média geral dos preços ao produtor. O que deve acontecer é um crescimento menor do que nos outros trimestres, mas antes do ano que vem o carretão não vai mudar de direção.
