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Feijão preto fica mais barato e carioca segue mais caro no Brasil

Diferença na produção e estoques muito baixos explicam por que os preços do feijão seguem desiguais no supermercado

porPedro Costa
dezembro 30, 2025
in Noticias, TOPO
Feijão preto fica mais barato e carioca segue mais caro no Brasil

O consumidor brasileiro percebeu em 2025 um cenário curioso nas prateleiras: enquanto o feijão preto ficou mais barato, o feijão carioca, o mais consumido no país, segue com preços mais elevados. Essa diferença tem uma explicação clara e está ligada à produção, aos estoques e às exportações.

De acordo com dados do Cepea, o Brasil produziu mais feijão preto neste ano. A colheita cresceu 14% e chegou a cerca de 811 mil toneladas. Com mais produto disponível, os preços pagos aos produtores caíram mais de 36% em relação a 2024, movimento que ajudou a baratear o feijão preto para o consumidor.

Já o feijão carioca teve o efeito contrário. A produção caiu cerca de 10%, ficando em aproximadamente 1,65 milhão de toneladas. Com menos grãos disponíveis no mercado, os preços ficaram mais firmes, especialmente para os feijões de melhor qualidade, que são os mais procurados pelo varejo.

No total, a produção brasileira de feijão em 2025 caiu 4,3% e somou cerca de 3 milhões de toneladas. Mesmo somando estoques e pequenas importações, a quantidade disponível no mercado ficou menor do que no ano passado, segundo a Conab e o Cepea.

O ponto mais sensível está nos estoques. A estimativa é de que o Brasil termine o ano com apenas 106,8 mil toneladas de feijão armazenadas — volume suficiente para cerca de duas semanas de consumo no país. Isso reduz a margem de segurança do mercado e ajuda a manter os preços do feijão carioca elevados.

Outro fator importante são as exportações. O Brasil já vendeu ao exterior mais de 500 mil toneladas de feijão em 2025, um recorde histórico. Isso significa menos produto disponível internamente, o que também contribui para sustentar os preços no mercado doméstico.

Para o consumidor, o resultado é um cenário de dois movimentos: o feijão preto aparece mais acessível nas prateleiras, enquanto o feijão carioca segue mais caro e deve continuar assim enquanto a oferta seguir apertada.

 

 

 

Pedro Costa

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