O consumidor brasileiro não ficou sem frango em 2025, mesmo após o registro de um caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. O episódio levou alguns países a suspender temporariamente a compra da carne brasileira, mas o mercado interno seguiu abastecido e os preços ficaram relativamente estáveis ao longo do ano.
No momento em que as exportações foram interrompidas, mais frango passou a ficar disponível no mercado interno. Com isso, os preços caíram por cerca de três meses, principalmente em estados como São Paulo, o que trouxe alívio para quem compra no supermercado.
Depois que o foco da doença foi controlado e as barreiras sanitárias foram retiradas, as exportações foram retomadas e o mercado voltou ao equilíbrio.
Mesmo com esse episódio, a produção brasileira de carne de frango seguiu em crescimento. Em 2025, o Brasil deve produzir cerca de 15,32 milhões de toneladas, volume 2,2% maior do que em 2024. Para 2026, a expectativa é de nova alta, com a produção podendo chegar a 15,6 milhões de toneladas.
Mais frango produzido significa mais oferta nas prateleiras, o que ajuda a evitar disparadas de preços, mesmo quando as exportações estão fortes.
Outro fator importante foi o custo de produção. O farelo de soja, principal ingrediente da ração das aves, ficou em um dos menores patamares da última década, o que ajudou os produtores a manter a produção elevada e reduziu a necessidade de repassar aumentos ao consumidor.
No fim do ano, os preços do frango ficaram um pouco acima dos de 2024, mas sem grandes saltos, refletindo um mercado que conseguiu se ajustar rapidamente mesmo diante de um desafio sanitário.
