A confirmação de um foco de peste suína clássica (PSC) no município de Porto, no norte do Piauí, nesta quarta-feira (07) não interfere nas exportações brasileiras de carne suína. Isso ocorre porque o Brasil adota um sistema de regionalização sanitária, no qual apenas áreas livres da doença participam do comércio internacional.
“Isso não afeta em nada o status do Brasil como exportador de carne suína, porque o Brasil é regionalizado nessa questão. Nós temos regiões sem casos de peste suína clássica e nós temos outras regiões em que acontece eventualmente a peste suína clássica”, afirmou o médico-veterinário e colunista do Terraviva Marcus Rezende.
O foco foi confirmado em uma zona considerada endêmica para a doença. Com isso, o governo estadual decretou medidas emergenciais, criando um cordão sanitário para restringir o transporte e a comercialização de suínos, produtos e subprodutos.
A Secretaria de Assistência Técnica e Defesa Agropecuária e a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) vão intensificar a vigilância, fazer o saneamento dos focos e adquirir insumos em caráter emergencial. Criadores devem comunicar qualquer anormalidade. Em caso de abate sanitário, há ressarcimento.
Consumo é seguro
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o caso ocorreu em área onde a doença já existe e não compromete o restante do país.
“Trata-se de um caso de peste suína clássica, ocorrido em área endêmica para a doença.”
“Trata-se de uma situação rotineira, que não afeta o status sanitário do restante do país, nem a comercialização de produtos de origem suína no mercado interno.”
O ministério também reforçou que:
“A peste suína clássica não é uma doença zoonótica, não oferecendo risco à saúde humana.”
O que é a peste suína clássica
A PSC é uma doença altamente contagiosa que atinge suínos domésticos e silvestres, como javalis, catitus e queixadas, e se transmite principalmente pelo contato entre os animais.
“A peste suína clássica é uma doença altamente contagiosa e a grande característica dessa doença é a alta transmissibilidade”, explicou Marcus Rezende.
Entre os principais sintomas estão febre, apatia, manchas vermelhas na pele, paralisia, convulsões e alta mortalidade, sobretudo em animais jovens.
Alerta ao produtor
Segundo Rezende, o caso foi comunicado ao governo federal e os protocolos já estão em andamento.
“A própria secretaria notificou o Mapa em tempo hábil e agora todo o procedimento está sendo adotado para isolar esse caso e impedir que aconteçam outros casos.”
Ele reforça que não há motivo para pânico.
“Nada de alarde, mas vale a pena o alerta para o produtor, que deve seguir todas as medidas das secretarias de agricultura dos estados.”
