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Acordo Mercosul–UE pode economizar até R$ 1,3 bi no suco de laranja e ampliar competitividade do tabaco

Redução gradual de tarifas deve fortalecer duas cadeias estratégicas do agro brasileiro, com impacto direto nas exportações para a Europa.

porPedro Costa
janeiro 19, 2026
in Agronegócio, EM ALTA, Noticias, POLÍTICA, TOPO
Acordo entre Mercosul e União Europeia é adiado novamente

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pode representar um salto de competitividade para duas cadeias centrais do agronegócio brasileiro: o suco de laranja e o tabaco. Estimativas da CitrusBR apontam que apenas o setor citrícola pode alcançar uma economia tarifária acumulada de US$ 250 milhões — cerca de R$ 1,3 bilhão — nos primeiros cinco anos de vigência.

O diretor-executivo da entidade, Ibiapaba Netto, explica que a projeção considera o histórico recente do comércio.
“Consideramos a média de preço e volume dos últimos dez anos e projetamos os descontos ano a ano para ter uma ideia da economia no pagamento do imposto de importação.”

Pelo cronograma negociado, os três principais tipos de suco exportados pelo Brasil terão redução progressiva das alíquotas, até alcançar tarifa zero entre 7 e 10 anos. Netto destaca que o efeito será perceptível já no médio prazo:
“Em cinco anos, já alcançaremos uma tarifa 50% menor do que a praticada atualmente, o que é relevante.”

Além do suco, o tabaco brasileiro também deve ganhar espaço no mercado europeu. Em 2025, a União Europeia importou do Brasil US$ 1,12 bilhão, o equivalente a quase 204 mil toneladas, respondendo por mais de 30% das exportações nacionais da cadeia.

Atualmente, o produto brasileiro concorre em desvantagem com países africanos — como Maláui, Tanzânia e Zimbábue — que já acessam o bloco com isenção tarifária. Pelo acordo, as alíquotas do Brasil serão reduzidas de forma gradual: quatro anos para o tabaco manufaturado e sete anos para o não manufaturado.

Para o SindiTabaco, essa desgravação é fundamental para reequilibrar o jogo comercial e permitir expansão das vendas brasileiras ao bloco, que é um dos principais destinos do setor e reconhece o padrão de qualidade do produto nacional.

Tanto para o suco quanto para o tabaco, o tratado ainda depende de aprovação no Parlamento Europeu e no Congresso brasileiro. A avaliação das entidades é que, por se tratar de um tema de interesse dos dois lados, o processo possa ser concluído ao longo de 2026, inaugurando um novo ciclo para duas cadeias estratégicas do agro nacional.

Pedro Costa

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