O tempo vive apostando corrida com o cavalo rei dos parelheiros, e a gente aqui continua correndo atrás dos dois, na nossa eterna peleja pra conseguir contar tudo o que acontece no mercado sem deixar ninguém desinformado. Pois este arrodeio tá sendo feito com a intenção de pedir perdão pros companheiros e companheiras fazendeiros pelo nosso atraso na divulgação dos resultados do segundo leilão de janeiro na plataforma eletrônica GDT, a Global Dairy Trade, que influencia o setor leiteiro no mundo inteiro, né. Pois então, sem mais enleios nem devorteios, o caso foi que, neste evento realizado na terça-feira da semana passada, dia 20, o preço médio dos produtos comercializados chegou a US$ 3,615 por tonelada, o que representou uma ligeira alta de 1,5% em relação ao pregão anterior, que tinha sido acontecido duas semana antes.
Destrinchando o relatório divulgado na praça, a explicação pra esta situação atual é a combinação de um forte crescimento da demanda com a redução da oferta, sendo que desta vez o volume de produtos apresentados pra venda foi de 27,8 mil toneladas, com um esmagrecimento de 5%, fazendo sempre a mesma comparação. O leite em pó integral, que é o derivado negociado em maior quantidade na GDT e por conta disso pesa mais na média geral, fechou o dia no valor de US$ 3,449 por tonelada, ou 1% a mais do que no primeiro leilão do mês. O leite em pó desnatado subiu 2,2%, saindo por US$ 2,615. Já a muçarela foi pro lado contrário e registrou uma queda de 2,3%, voltando pra US$ 3,340.
De acordo com os analistas da cooperativa neozeandesa Fonterra, que é a organizadora da GDT, depois do forte aumento nos preços que tinha sido registrado no leilão passado, este resultado de agora é a confirmação de que o mercado internacional do leite e derivados mudou mesmo de direção e firmou o pé na subida do estradão. Já a respeito dos efeitos que isso pode ter aqui no nosso próprio terreiro, o pessoal do Portal Milkpoint tá fazendo mais uma vez a recordação de que esta arribada geral não demora nada pra chegar aqui na Argentina e no Uruguai, que são os nossos principais fornecedores de laticínios, né. Aí, juntando isso com a fartura de oferta interna de leite e derivados, o que vai acontecer é que a importação vai ficar menos interessante, e o resultado deve ser uma redução na invasão de produtos estrangeiros aqui no nosso mercado caseiro. Pois tomara mesmo, né.
