De acordo com a Abrafrigo, a Associação Brasileira de Frigoríficos, no ano recentemente passado de 2025, as exportações totais de carne bovina, incluindo o produto in natura e o industrializado, e ainda os miúdos comestíveis, chegaram à fantástica soma de 3,853 milhões de toneladas. Conforme o relatório distribuído na praça, com base nos dados registrados pela Secex, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, este volume embarcado representou um forte aumento de 20,6% em relação a 2024, e foi nada menos que o maior da história do nosso setor exportador. Já o faturamento dos frigoríficos brasileiros chegou a US$ 18,365 bilhões, com um crescimento de 39,8, fazendo a mesma comparação.
Repare agora o companheiro pecuarista que,no ano passado, 177 países fizeram parte a lista dos compradores dos produtos exportados pela cadeia da carne bovina brasileira, o que foi resultado de um grande esforço feito por todo mundo do setor pra diversificar a nossa freguesia e aumentar os destinos da nossa mercadoria. Mas apesar disso, os dez principais importadores desta relação compraram da gente nada menos que 83,8% de tudo o que foi despachado daqui lá pra fora no 2025 inteiro. E o maior de todos, que foi a China, como já é do conhecimento geral, teve sozinha uma participação de 48,2% desse total, sendo que, ao final do ano passado, a conta paga pelo gigante oriental chegou à extraordinária quantia de US$ 8,845 bilhões.
Considerando só a carne in natura, a dependência do país asiático foi ainda maior, com o nosso freguês chinês tendo sido comprador de 53,5% do volume exportado. Logicamente que não dá pra reclamar de ter um cliente assim tão grande e importante, mas a questão é que, nesta situação, qualquer ventinho lá no extremo oriente vira uma tempestade devastadora aqui pra gente, e isso continua sendo motivo de justa preocupação, né. De qualquer maneira, alguma mudança, de um tamanho que ninguém ainda sabe direito, vai acontecer neste eito no ano presente, por conta da decisão do governo chinês de criar uma cota pra limitar os embarques, não só do Brasil mas de todos os seus fornecedores. Pois então, o caso agora é de correr chão no mercado sem demora, porque arrumar mais gente pra comprar a nossa carne ficou ainda mais urgente.
