Parece que foi outro dia mesmo que o Brasil tava festejando a chegada do 2026, mas mal a gente piscou e já passou um mês, feito um corisco, deixando um risco no céu. E se o ano presente então nem é mais tão novo assim, pro setor exportador brasileiro de carne bovina in natura a rotina tá sendo perfeitamente igual à do ano velho, com o registro de resultados simplesmente excelentes e cada vez mais surpreendentes. Pois então, depois desta introdução ligeira, fique a companheira fazendeira informada de que a Secex, que é a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, divulgou no fechamento da semana passada o seu balanço dos embarques daqui lá pro estrangeiro agora no mês recém arrematado, e os números publicados mostraram que este foi o melhor janeiro da história desde que o Brasil começou a ganhar chão neste terreiro.
De acordo com o relatório distribuído na praça, foram despachadas lá pra fora pouco mais de 231,8 mil toneladas do produto, o que representou um fortíssimo aumento de 28,6% em relação ao período correspondente do ano passado. Por este tanto de mercadoria, os frigoríficos brasileiros receberam a fantástica quantia de US$ 1.292 bilhão, com um crescimento ainda mais espantoso de 42,5%. Logicamente que esta baita diferença percentual entre a evolução do volume e a do faturamento só pode ser resultado do aumento no preço, e a este respeito o que aconteceu foi que a tonelada da nossa carne foi negociada, na média, por US$ 5.573 mil, com alta de 10,8%, sempre na mesma comparação.
Pois o companheiro boiadeiro, mesmo quem não é muito erado nesta lida de ganhar a vida com gado, tem bem recordação de que, até há pouco tempo, o janeiro era o mês mais desanimado no mercado internacional, né. Claro que todo mundo já tava vendo e sabendo que o vento mudou de lado, e ninguém tava esperando um resultado ruim, mas nem mesmo o mais otimista dos analistas tava achando que seria tão bom assim. A primeira parte da explicação pra esta disparada no volume embarcado é a carestia de mercadoria nos principais países fornecedores, né. Mas a questão principal é que, com as cotas limitantes, que já existiam nos Estados Unidos, mais as que acabam de ser decretadas pela China e pelo México, muitos importadores tão antecipando suas compras, como precaução, por medo de um aperto maior ainda na oferta e de uma disparada na cotação.
