Os companheiros e companheiras fazendeiros brasileiros devem tá acompanhando com muita atenção o caso que tá sendo passado com o setor leiteiro lá nos mercados estrangeiros, que em breve deve começar a influenciar a situação aqui no nosso próprio terreiro. O que tem pra ser contado é que, na plataforma eletrônica GDT, a Global Dairy Trade, os preços apresentaram substanciosa alta nos quatro leilões já realizados este ano, e continuam subindo a ribanceira em animada carreira. No pregão mais recente, o segundo e derradeiro de fevereiro, realizado no último dia dezessete, o valor médio dos produtos comercializados chegou a US$ 4.028 mil por tonelada, o que representou um aumento de 3,6% em relação ao evento anterior, que tinha sido acontecido duas semanas antes.
A parte principal da explicação pra esta arribada geral é a atual conjuminação entre a sustância da demanda e o esmagrecimento da produção, o que nesta época do ano é natural em vários dos grandes fornecedores do mercado mundial. Tanto que, nesta venda da semana passada, o volume de leite e derivados comercializado ficou em 22,240 mil toneladas, com uma redução de 7,5% na comparação com o primeiro leilão deste mês presente. Destrinchando agora a lista dos produtos negociados, a maior alta do dia foi da manteiga, que subiu nada menos que 10,7% e saiu por US$ 6.347 mil por tonelada. O leite em pó integral, que é o derivado mais comercializado na GDT, foi vendido por US$ 3.706 mil, com um aumento de 2,5%.
A única queda foi do queijo cheddar, que levou um ligeiro tombo de 1%, pra US$ 4.736 mil. Já a respeito dos efeitos desta situação aqui no nosso próprio terreiro, o pessoal do Portal Milkpoint tá fazendo a recordação de que esta arribada geral dos preços no mercado internacional leva junto, no rumo de morro acima, as cotações do Uruguai e da Argentina. Aí, considerando que estes nossos vizinhos de cerca são os principais fornecedores destes produtos ao Brasil, logicamente que, daqui pra frente, cada vez mais a importação vai ficar menos vantajosa pra indústria laticinista e pros distribuidores atacadistas brasileiros. Pois tomara mesmo, né, e que seja logo, porque se a situação não mudar urgentemente não vai dar pra salvar os nossos próprios fazendeiros, que tão quase morrendo afogados numa verdadeira enchente de leite e derivados estrangeiros.
