O tempo continua passando, o relógio tá andando, o mundo tá girando, e o resultado é que, pro dia primeiro de agosto, agora tão faltando só duas semanas e mais algumas horas, o que vem a ser o prazo que o Brasil tem pra tentar convencer aquele senhor descompensado emocionalmente, que hoje é o presidente dos Estados Unidos da Norte América, a cancelar a absurda e inaceitável taxa de 50% sobre as exportações daqui pra lá. Pois então, o que tem de novidade a respeito dessa verdadeira barbaridade contra a economia brasileira é que, nesta terça-feira, foi realizada em Brasília a primeira reunião da comissão formada pelas autoridades federais com representantes dos principais setores que serão prejudicados se a gravíssima injustiça prometida pelo valentão do cabelo alaranjado for mesmo cumprida.
Na parte da manhã a conversa foi com o povo da indústria, e à tarde foi a vez do nosso pessoal da agropecuária, e com as duas turmas o que foi discutido e ficou resolvido é que, primeiramente, o brasil vai insistir na negociação e no argumento de que não existe nenhuma razão de fundamento econômico que justifique tamanha agressão ao nosso setor produtivo e ao país inteiro, né. Conforme já é do conhecimento geral dos companheiros boiadeiros, todas as principais entidades representativas da atividade rural já divulgaram o seu posicionamento a respeito desse mal-feito lá do gigante nortista. Entre outras, e falando especificamente da pecuária bovina, a ABIEC, que é a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, disse que, com essa taxação, vai ser impossível continuar embarcando o produto daqui pra lá.
Por outro lado, lá mesmo no terreiro deles tá crescendo a preocupação em relação aos resultados reais desta alucinação taxatório sobre a economia estadunidense, e a conclusão é de que o preço vai ser muito alto e quem vai pagar a conta são as empresas e a população. A mais recente manifestação, divulgada nesta terça-feira, foi da poderosa Câmara do Comércio dos Estados Unidos, simplesmente a maior entidade empresarial do mundo, classificando a tarifa como prejudicial e chamando a atenção do governo pros riscos desta situação. O comunicado pede urgência na negociação e faz a recordação de que mais de 6.500 pequenos negócios norte-americanos dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas de lá investem aqui, sendo ainda que o nosso país é o destino de 60 bilhões de dólares em bens e serviços exportados de lá pra cá.
