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Piauí decreta emergência por peste suína em meio ao recorde histórico das exportações do Brasil

Foco de Peste Suína Clássica no Norte do estado acende alerta sanitário enquanto o país fecha 2025 com crescimento de 11,6% nas exportações de carne suína e amplia sua presença no mercado global.

porRedação Terraviva
janeiro 7, 2026
in EM ALTA, Noticias, Pecuária, TOPO
Abertura do Panamá para aves e suínos amplia oportunidades na América Central

Pigs are seen at a farm in Lucas do Rio Verde, Mato Grosso state in western Brazil, February 28, 2008. Industrial companies are being attracted to the western of Brazil by the abundant supply of grains and oilseeds and will be complementary on their activities in the region. REUTERS/Paulo Whitaker (BRAZIL)

O governo do Piauí decretou estado de emergência zoossanitária, nesta quarta-feira (07) em todo o território estadual por 180 dias após a confirmação de um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no município de Porto, no Norte do estado. A medida, publicada no Diário Oficial, tem como objetivo dar agilidade às ações de contenção do vírus e proteger o rebanho suíno local.

Com a oficialização da emergência, regras mais rígidas passaram a valer para o transporte e a comercialização de suínos, seus produtos e subprodutos nas áreas afetadas. A estratégia é criar um cordão sanitário para impedir que a doença se espalhe para outras regiões do estado e do país.

A Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada) e a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) foram autorizadas a ampliar a vigilância ativa, executar ações de saneamento dos focos e adquirir insumos de forma emergencial.

O secretário da Sada, Fábio Abreu, fez um apelo direto aos produtores. Segundo ele,

“Ressaltamos que criadores que observarem qualquer anormalidade nos suínos informem imediatamente à Sada e Adapi, não omitam qualquer informação, para que sejam adotados os protocolos necessários. O criador será ressarcido em caso de detecção da doença. A omissão é crime e resulta em multas e penalidades”.

A Peste Suína Clássica é uma doença viral altamente contagiosa que afeta exclusivamente porcos domésticos e javalis. Não há risco para os seres humanos, e o consumo de carne suína inspecionada continua seguro. Os principais sintomas incluem febre alta, manchas avermelhadas na pele, paralisia, convulsões e elevada mortalidade, especialmente em animais jovens. A transmissão ocorre pelo contato direto entre animais doentes e sadios ou por objetos contaminados, como veículos, roupas e utensílios.

O Piauí integra a chamada zona não livre da PSC, junto com outros estados do Nordeste. A presença de focos nessas áreas exige resposta rápida para impedir qualquer impacto sobre o status sanitário das regiões livres do país, fundamentais para o comércio internacional de carne suína.

Exportações batem recorde e redesenham o mapa global

O alerta sanitário no Nordeste ocorre em um momento de forte expansão da suinocultura brasileira no mercado externo. Em 2025, o Brasil exportou 1,51 milhão de toneladas de carne suína, volume 11,6% superior ao registrado em 2024, atingindo o maior resultado da história do setor. Com esse desempenho, o país deve superar o Canadá e assumir o terceiro lugar entre os maiores exportadores globais.

Somente em dezembro, os embarques somaram 137,8 mil toneladas, crescimento de 25,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em receita, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, avanço de 19,3%. Apenas em dezembro, o faturamento atingiu US$ 324,5 milhões, alta de 25,6%.

As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira no ano, com 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5%. Em seguida aparecem China, Chile, Japão e Hong Kong, confirmando uma mudança relevante no perfil dos compradores da proteína brasileira.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin,

“Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores. Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”.

Autoridades sanitárias e o setor produtivo avaliam que, em um cenário de exportações recordes, a rápida contenção do foco de Peste Suína Clássica no Piauí é estratégica para preservar a credibilidade sanitária do Brasil e proteger um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio nacional.

Colaboração: Vivi Taguchi, Pedro Costa, Malu Cavalcante e ABPA 

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