A gente já comentou aqui o resultados da exportação de carne bovina no ano passado, que foram simplesmente excelentes, mas os números apurados pela Secex, que é a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, ainda tão carecendo de prazo maior de prosa pro seu perfeito entendimento, especialmente a respeito do comportamento, isoladamente, dos principais países que fazem parte da lista da nossa freguesia no mercado mundial, né. Pois então, de acordo com o relatório final distribuído na praça, e conforme todo mundo até já sabia que aconteceria, os dois ponteiros da relação foram a China, disparadamente na frente, e os Estados Unidos. Já na terceira posição, pra surpresa geral, quem apareceu foi a União Europeia, justamente quem vive falando mal da nossa mercadoria e querendo fechar a porteira do seu mercado pra carne brasileira.
Considerando as exportações totais, que incluem o produto in natura, o industrializado e os miúdos comestíveis, os embarques chegaram a 128 mil toneladas, com um fortíssimo aumento de 57% em relação ao ano retrasado. Já o dinheiro recebido pelos frigoríficos brasileiros, como pagamento por toda esta mercadoria, somou US$ 1.49 bilhão, com um crescimento ainda mais espantoso de 76,5%. E fazendo a conta só da carne in natura, o faturamento dos exportadores chegou a US$ 906,9 milhões, com alta quase inacreditável de 89%. A explicação pro este caso que tá sendo passado é a conjuminação de várias situações, sendo que a primeira é um substancioso esmagrecimento da produção próprio do rebanho local.
Mas acontece que o aperto na oferta é mundial, e no ano passado, assim como neste presente que acaba de ser começado, praticamente todos os principais fornecedores do mercado internacional padeceram e ainda tão padecendo com a carestia de mercadoria, menos um, justamente o Brasil, né. E além da quantidade, a nossa carne melhorou muito nestes últimos anos em qualidade, ao mesmo tempo em que o preço continuou sendo o mais barato do mundo. Aí, com o consumo interno aumentando lá e o povo querendo mais, a lógica comercial falou mais alto do que o discurso protecionista e vitimista dos fazendeiros europeus, né. Mas o companheiro pecuarista brasileiro nem precisa criar ilusão, porque eles têm perfeita consciência da sua própria incompetência, e vão continuar fazendo de tudo pra não ter de enfrentar, no seu próprio terreiro, a nossa concorrência.
