Estimativa para a temporada cai 7,7%, enquanto alimentação mais barata ajuda a aliviar os custos

Conforme já é da sabedência de todo mundo que faz parte da nossa imensa audiência, além de ter o maior rebanho bovino do Brasil, Mato Grosso também é o campeão nacional do confinamento, né. Pois então, com a temporada atual já começada e bem andada e com os primeiros lotes de gado terminado no sistema intensivo já começando a chegar no mercado, a hora agora é recomendada pra assuntar como é que tá lá a lotação dos piquetes e o andamento da negociação da boiada que tá sendo engordada. A este respeito, o IMEA, que é o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, divulgou na semana passada uma atualização da pesquisa de intenção de investimento do pecuarista confinador do estado, e o resultado foi que, se o vento não mudar de lado, a safra do cocho este ano deve chegar a nada menos que 1,33 milhão de animais.
Mas repare o companheiro fazendeiro que, em relação ao primeiro levantamento, que tinha sido feito em abril, este número apurado agora representou uma queda de 7,7% no volume que inicialmente tava estimado. A pesquisa levantou também o custo médio da diária do gado confinado, que chegou a R$13,62 por cabeça, com um aumento de 3,5%, fazendo a mesma comparação, né. De acordo com os especialistas do IMEA responsáveis pelo estudo, o motivo principal desta alta na despesa do confinador foi a forte arribada acontecida nos preços do Boi Magro e do gado de reposição em geral. Na metade abrideira do agosto presente, com o dinheiro apurado na venda de um boi gordo, o pecuarista mato-grossense tava conseguindo comprar o equivalente a 2,1 bezerro.
Pareando este número com o período correspondente do ano passado, a relação de troca entre o bezerro e o animal terminado piorou 6,6% pro lado do comprador, né, isso porque, neste espaço de tempo considerado, o gadinho mais novo registrou uma valorização de nada menos que 18,6%, enquanto o boi gordo ficou na poeira, com um reajuste de 10,7%. A questão é que, pelo jeito que o vento tá batendo no eito, ainda vai demorar pra esta alta do bezerro começar a amansar, né. E a situação poderia tá pior ainda se não fosse a queda nos preços dos principais produtos usados na alimentação do gado confinado, como o milho, com uma redução de 13,8%, o DDG, que caiu 15,6%, e o caroço de algodão, que ficou 24,1% mais barato.