Embarques para outros destinos recuam e Estados Unidos seguem como principal alternativa

Até a última hora a gente nem tava acreditando muito que esse plano seria mesmo levado em frente, mas agora, como todo mundo já viu, a carne bovina do Brasil tá mesmo fora do mercado da China, ainda que temporariamente, e logicamente que um cliente do tamanho e da significância do gigante lá do Oriente distante vai fazer uma falta danada pro nosso setor exportador, né. Repare o companheiro boiadeiro que, antes do preenchimento da cota limitante decretada contra o nosso produto, que aconteceu agora no começo deste mês, eles tinham comprado nada menos que 53% de toda a carne in natura que a indústria frigorífica brasileira vendeu no estrangeiro durante o 1º semestre de ano presente que tá em andamento. Já agora julho, a conta ainda não tá fechada mas a exportação foi de praticamente nada.
O resultado foi que, no balanço mais recente da SECEX, que é a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, até a 4ª semana do mês corrente, a média diária dos embarques pra todos os outros destinos no mundo inteiro apresentaram, pela primeira vez agora em 2026, uma queda, que foi de 9,9% em relação ao período correspondente do ano passado. Pois então, é urgente pro exportador arrumar quem queira comprar a carne que não tá mais indo pra lá, e aí a esperança deles, pelo menos por enquanto, continua sendo os Estados Unidos. O caso foi que, de janeiro a junho, este outro gigante do mercado gastou 1,116 bilhão de dólares pra pagar seu fornecedores de carne brasileiros, com um forte crescimento de 41%, fazendo a mesma comparação.
Mas conforme a companheira pecuarista que faz parte da nossa audiência já tem bem sabedência, o país nortista tá precisando importar, e muito, porque tá enfrentando um grave problema de abastecimento, como consequência do despencamento no tamanho do seu próprio rebanho, né. Aí, pra ajudar a diminuir esta imensa trapeira, o governo estadunidense acaba de anunciar a reabertura da porteira na fronteira pra importação de gado vivo do México, que tava fechada pra tentar evitar a entrada de uma bicheira nova que eles não tinham lá. E aqui a gente faz a recordação de que, antes desta praga aparecer, os Estados Unidos compravam dos fazendeiros mexicanos uma gigantesca boiada de um milhão de cabeças por ano. De qualquer maneira, ainda não dá pra saber se isso vai ou não atrapalhar a exportação de carne brasileira pra lá, e o jeito então é esperar porque só o tempo é que vai dizer.