Faturamento dos frigoríficos nacionais chegou à US$1,321 bilhão só na soma das três primeiras semanas do mês

Com o tempo cumprindo com mais determinação ainda o seu roteiro costumeiro de querer apostar corrida com o cavalo campeão dos parelheiros pra ver qual dos dois é o mais ligeiro, o quinto mês do 2026 acaba de ser arrematado e guardado nos arquivos da história, e dele a gente já sabe que foi o melhor maio de todos os tempos pros exportadores de carne bovina brasileiros. Mas o pessoal da Secex, que é a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, ainda não terminou de fechar a conta, e pode ser que este tenha sido o melhor de todos os meses desde que o Brasil passou a dar as cartas e jogar de mão no mercado internacional desta proteína. A explicação é que, com o aumento da fome da freguesia e o encurtamento na oferta de mercadoria, os importadores estrangeiros tão disputando quase no tapa o produto brasileiro.
É justamente nesta situação que tão a China e os Estados Unidos, que são justamente os dois países ponteiros da lista dos nossos maiores compradores, né. Conforme já é da sabedência de todo mundo que faz parte da nossa audiência, no caso do gigante lá do Oriente distante o governo deles decretou uma cota limitante pras exportações de todos os seus fornecedores, e a nossa já deve ser preenchida até o final deste mês presente de junho. Aí os distribuidores chineses tão numa baita correria pra encher logo as suas câmaras frias, porque pra mercadoria que passar do volume determinado o imposto vai aumentar de 12% pra 150%. Já o que tá acontecendo na Norte América é que o tamanho do rebanho local teve um encurtamento quase catastrófico, e hoje eles não tem produção pra garantir o seu próprio abastecimento.
Além destes dois, desde o ano passado praticamente todos os países que dependem do produto importado tão aumentando a demanda, de forma tal que o preço tá disparado no mercado internacional. Fazendo então uma recordação ligeira, repare a companheira fazendeira que, na soma das três primeiras semanas do mês recém passado, o faturamento dos frigoríficos brasileiros já tinha chegado à fantástica quantia de um US$1 bilhão, 321 milhões, ou mais do que tinha sido recebido em todo o mês de maio do ano passado. A receita média diária registrou uma alta de 63,1%, enquanto o volume médio diário cresceu 30,7%, e o preço pago pela nossa mercadoria subiu 25%, confirmando um desempenho merecedor mesmo de entrar pra história e de ficar gravado na nossa memória.