Crescimento das exportações para novos destinos ajuda a reduzir impactos sobre o setor

Conforme já foi falado aqui e já é da sabedência de todo mundo que faz parte da nossa imensa audiência, o mês passado foi o melhor junho da história do setor exportador de carne bovina in natura do Brasil, com o total embarcado chegando a 187,8 mil toneladas, e o faturamento batendo na espetacular quantia de 1,220 bilhão de dólares. A explicação pra este resultado é a correria dos importadores da China, que tavam desesperados pra comprar o máximo possível da nossa mercadoria antes do preenchimento da cota limitante determinada pro Brasil pelo governo do gigante lá do Oriente distante. Pois agora esta hora tá chegada, a porteira chinesa tá fechada e o caso é de esperar pra ver o que é que vai acontecer daqui pra frente com a carne que a gente não vai mais exportar pra lá, né.
A primeira questão a respeito desta situação é que no mundo inteiro ninguém chega nem perto do mercado chinês, nem em tamanho, nem em capacidade de consumo. Considerando agora as exportações totais, incluindo o produto in natura, o industrializado e os miúdos, só no mês passado a China comprou 48,8% de tudo o que o Brasil vendeu na praça, e o companheiro pecuarista não precisa ser doutor especialista pra saber que uma quantidade considerável da carne que ia pra lá vai acabar ficando aqui no nosso próprio terreiro. Mas ao mesmo tempo, este último balanço mensal já mostrou um substancioso crescimento dos embarques pra outros destinos muito importantes, o que pode ajudar bastante a compensar pelo menos em parte a paulada que tá sendo dada na indústria exportadora brasileira por causa dessa rasteira da China.
Os Estados Unidos, que continuam sendo o segundo maior comprador do nosso produto, aumentaram suas compras em 44,5% em relação a junho do ano passado. As vendas pra Indonésia, que é um freguês relativamente novo na nossa lista, subiram 89,6%, enquanto a Arábia Saudita importou 74,7% a mais e o Chile registrou alta de 37,9%. Muito interessante também é o caso de Hong Kong, que tá retomando com força total o seu procedimento tradicional de importar grandes quantidades de carne brasileira pra revender no mercado Chinês e na Ásia em geral. E a mesma coisa tá sendo feita agora pelo Uruguai e pela Argentina, que tão exportando a sua produção própria lá pra China e tão usando o produto brasileiro pra abastecer o seu mercado caseiro.